Dom da oração em línguas.

Clique no link abaixo e veja uma explicação sobre o dom da oração e línguas.

Dom da oração em línguas.

Anúncios

O discípulo de Jesus não pode ser hipócrita!


Marcos hoje narra o problema apresentado a Jesus por alguns fariseus e mestres da Lei vindos de Jerusalém.
Sua intenção era descobrir se, na formação dada por Jesus a Seus discípulos, Ele os incitava à não observância da Lei. A fama do Mestre havia chegado à capital onde se supunha que a prática da religião fosse irrepreensível. Pelo que se dizia d’Ele, parecia que Seus ensinamentos não se enquadravam aos padrões religiosos da época e Suas orientações rompiam com o sistema religioso estabelecido.
Quem se tinha aproximado do Mestre com o intuito de desmascará-Lo, acabou sendo desmascarado por Ele. Tudo começou com a crítica feita aos discípulos: “Por que se sentam à mesa sem antes terem lavado cuidadosamente as mãos?” Era um costume fundado numa série de preconceitos. Um deles é que o contato exterior com as coisas pode tornar impuro o coração humano. Outro era o medo de ter tido contato com algum pagão e, por isso, ter contraído alguma impureza. A impureza interior explicava-se, pois, por um gesto puramente exterior.
Jesus pôs-se a demonstrar como a tradição considerada “exemplar” era, em última análise, caduca e podia ser inescrupulosamente manipulada. Exemplo disso era a forma desumana como muitos mestres da Lei e fariseus “piedosos” tratavam seus pais, distorcendo a Lei, a ponto de interpretá-la a seu favor. A impiedade era, assim, acobertada por uma falsa piedade. O Mestre Jesus procurava evitar que Seus discípulos fossem contaminados por essa mentalidade.
É muito grave quando Deus não apenas faz advertências a respeito da conduta do Seu povo, mas o acusa da gravidade de suas escolhas. Quando Jesus diz que “vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens” está apontando o núcleo inspirador de atitudes comprometedoras de um povo que se apresenta como religioso, guardião da prática religiosa correta. No entanto, desloca Deus friamente – e com uma convicção inquestionável – do Seu lugar insubstituível de centro da vida dos que creem.
Nada é tão grave quando o coração humano e sua inteligência passam a ser a única medida correta de arbitragem do que é certo e do que é errado. Tudo é possível quando cada pessoa, ancorada em práticas religiosas, ritualmente obedecidas com rigor, se torna a medida única e última de tudo. Os resultados são arbitrariedades e insolências, impiedades e maldades que eliminam tudo e todos os que não se localizam no enquadramento estreito desta pretensão humana.
O absurdo desse procedimento alcança o ápice de pretender “envolver” a Deus, colocando-se ao Seu redor, como os conterrâneos religiosos de Jesus fizeram com Ele, certos de Sua condição moral questionável, para apresentar questionamentos de tal modo a assumirem o próprio lugar de Deus ao julgarem o Senhor e Seus seguidores incorretos, desrespeitosos e sem autoridade.
O centro da questão para a disputa estabelecida com Jesus Mestre, fruto da posição pretensiosa assumida pelos fariseus e mestres da Lei, é o fato de os discípulos de Cristo comerem sem lavar as mãos. A tradição incluía abluções rituais. Havia um escrúpulo de se ter tocado coisas impuras antes da refeição com o consequente risco de contaminação. É bom entender que a higiene focalizada não se refere àquela necessária para que não se corra o risco de comprometimentos sanitários. A preocupação e a ritualidade assumida se deve a uma concepção de puro e impuro, segundo critérios muito próprios que chegam às raias do doentio e até perverso, criando preconceitos e transformando a vivência religiosa em maldosa consideração dos outros para verificar a quem condenar ou criar condições de desmoralizações. Jesus reage à tentativa de desmoralização que buscam aplicar sobre Ele. Na verdade, em Israel, um mestre não tinha autoridade se não conseguisse que os seus discípulos obedecessem à risca todos os preceitos e ritos previstos pela prática religiosa.
Certamente, com satisfação, que é o sentimento dos perversos e dos convencidos de sua oca dignidade moral, os interlocutores de Jesus pensavam ter encontrado um meio de desmoralizá-Lo e condenar os discípulos d’Ele. Este é o único caminho comum e sempre muito explorado dos hipócritas. Buscam conquistar autoridade e validar suas posições com a desmoralização dos outros, ainda que seja fruto de suas perversas e obscuras pretensões. Os honestos, de verdade, não necessitam atacar, destruindo os outros, para encontrar o seu lugar de autoridade e reconhecimento.
Jesus chama todos estes de hipócritas. Não são poucos. A hipocrisia se vence com algo mais que ultrapassa o simples cumprimento de ritos e normas que encobrem mentiras e interesses pessoais. Hipócrita é, pois, uma condição que define aquele que é capaz de fazer e falar sem deixar transparecer os enganos, critérios perversos e mentiras que estão sempre guardadas com força de cálculo no fundo do coração. A hipocrisia é uma verdadeira cultura que muitos dela vivem sem perceber, outros a adotam como artimanha para conseguir seus propósitos e não poucos se gabam das práticas que enganam os outros para alcançarem os próprios interesses, tantas vezes imorais, prejudiciais ao bem comum, perversos e maldosos para com os demais.
Jesus contrapõe a proposta de prática religiosa dos Seus conterrâneos. Não é uma simples contestação dos ritos, menos ainda um desleixo ou uma atitude de simplesmente contestar e desconsiderar, como ato de insolência e de arbitrariedade. O coração de Deus é misericórdia, amor, sinceridade a toda prova. Deus Pai não usa artimanhas. Quem usa artimanhas não é capaz de amar de verdade. Interessa alcançar os próprios propósitos, mesmo que estes sejam destrutivos e comprometedores do bem de instituições e de pessoas. Jesus reorienta o sentido da prática religiosa mostrando que sua essência, para dar vida aos ritos de não deixá-los cair numa complicada esterilidade, supõe um cuidado especial com o próprio coração.
O discípulo, então, é aquele que nutre no coração uma experiência inspirada nos sentimentos do coração de Deus. A interioridade é, na verdade, a força sustentadora da autêntica experiência de fé, de culto a Deus e de sinceridade no relacionamento com os outros. Jesus pede dos Seus discípulos esta construção e esta conquista. Aquilo que é de fora se sustenta autenticamente a partir do que está no fundo do coração. Manter as aparências e enganar é hipocrisia.
O discípulo de Jesus não pode caminhar na direção da hipocrisia. Isso só é possível na medida em que o discípulo compreende que o impuro não é o que entra nele, vindo de fora, explicou Jesus chamando para perto d’Ele a multidão. Impuro é o que sai do interior. Ele recorda em linguagem bem direta que o que sai do interior é que é impuro: as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Cristo conclui: “Todas estas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem”.
É fácil colocar capas, roupas e cores que indicam outras coisas, até nobres. O que vale é verificar o fundo do coração diante de Deus e da própria consciência. Deus não se engana. Ele, mais do que qualquer outro, conhece o que há de escondido em nosso interior.
Ao discípulo só resta uma alternativa: passar a limpo a própria interioridade, permanentemente, e escolher sempre o caminho do amor que resgata, nos recria, nos perdoa e nos reconcilia com Deus. Outra opção de que devemos a todo custo fugir é a hipocrisia, isto é, a condição de um povo que “louva com os lábios, mas o coração está longe de Deus”. O nosso coração deve ser verdadeiramente íntimo de Deus

Seguindo o Senhor!

“Falar do amor de Cristo deve ser nossa principal promessa para 2012″

Abre-se à nossa frente um novo ano, momento de reflexão e planos. Renovamos nossas forças e pensamentos em desafios que geramos para nós mesmos. São promessas de novas dietas, de estudar outras línguas, entrar em novos cursos, metas a cumprir. Porém, algumas coisas nunca podem ser mudadas, ou pelo menos não deveriam, para nós católicos: a certeza de que só venceremos qualquer novo desafio no momento em que o Senhor nos permitir. Sempre devemos buscar primeiro a Deus e, assim, tudo mais nos será dado. Intercedendo à Virgem Maria, podemos ser confiantes de que a vitória será alcançada e todos os desafios superados.

Seguindo-jesus-destraveOutra coisa que nunca podemos mudar é a forma pela qual buscamos as nossas vitórias. Há pessoas que fazem de tudo e de qualquer maneira para vencer seus desafios: trapaceiam, mentem, usam de métodos inescrupulosos etc. Esta não é a forma que um cristão deve agir; ao contrário, devemos saber utilizar sempre as ferramentas certas, em oração e comunhão com o próximo para que tudo ocorra da melhor maneira. Somente assim conseguiremos, realmente, chegar à verdadeira felicidade, pois a melhor vitória é a que podemos saborear com o gozo do amor de Cristo.

Falar do amor de Cristo deve ser nossa principal promessa para 2012. Em um tempo, no qual a informação flui numa velocidade impressionante, quando novas mensagens chegam e saem de cada um de nós, devemos aproveitar para encher as pessoas de informações de nosso Senhor. A volta Dele é certa, a hora está chegando. Então, vamos anunciar a Boa Nova a todos. As ferramentas estão em nossas mãos e, como nunca, alcançando tantas pessoas.

Numa época em que o Facebook, o Twitter e outros semelhantes invadem nossos lares e de outros centenas de milhares de pessoas, por que não aproveitar para enchê-los da Graça do Pai? Ao invés de emails e SMSs, meios pelos quais apenas se transmite o mal, vamos trocar mensagens de amor a Deus. Sejamos nós, neste momento, os anunciadores do Evangelho, pois, assim como narrado, “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15).

“A volta Dele é certa, a hora está chegando. Então, vamos anunciar a Boa Nova a todos”

Hoje, temos as melhores ferramentas para a obediência da Palavra de nosso Salvador. Ao ficarmos em frente à televisão, primeiro devemos checar o que a programação está nos acrescentando. Quando vamos navegar na rede mundial de computadores (Internet), o que nela vamos buscar? Quais são nossos sites favoritos? Quais são nossos seguidores e a quem seguimos? Quais são nossos assuntos de interesse? Devemos nos policiar sim e, principalmente, ser propagadores de amor, de carinho e de respeito.

Estes valores que parecem ficar perdidos em alguns momentos de nossa vida, deverão,neste novo ano, ser nossa meta. Ao invés de fazermos uma dieta para melhor aparecermos no verão, devemos buscar o jejum por nosso Senhor, para nossa purificação. Se tens de saber uma nova língua, não procure entender uma língua estrangeira, mas experimente a espiritualidade profunda de compreender a língua dos anjos.

Novo ano é tempo de buscar coisas novas, coisas melhores. Se queres seguir o “cara” ou a “mina” da hora, seja seguidor de quem realmente vale a pena. Seja seguidor de Nosso Senhor Jesus Cristo!

AMAR COM CORPO, ESPÍRITO E CORAÇÃO…

                                    

O homem é um ser corpóreo. Apesar de estarmos representados pela matéria, o corpo não é um objeto entre outros objetos. Pelo contrário, o corpo é uma palavra, uma manifestação física e material do mundo espiritual e mental. Tudo o que pensamos reflete, inevitavelmente, em nosso corpo; da mesma forma, tudo o que sentimos também se manifesta fisicamente em nossa aparência. Por essa razão, devemos ser muito cuidadosos, tendo uma grande consciência de tudo o que pensamos e sentimos sobre nós mesmos e sobre os outros.

Aqueles que estão imersos em uma consciência espiritual e proporcionam harmonia, luz e compreensão do mundo, geralmente apresentam um olhar atraente, saudável e sua presença transmite paz. No entanto, todos aqueles que se machucam em pensamentos e ações, geralmente apresentam uma aparência desagradável, o que é apenas um reflexo do seu coração.

João Paulo II diz: “Seu corpo esteja a serviço do seu eu interior, os seus gestos e seus olhos são sempre um reflexo de sua alma”. A adoração do corpo? De novo não! A depreciação do corpo? Nenhum dos dois. Domínio do corpo! Sim!

Devemos parar nesse ponto para refletir na maneira como a natureza, sabiamente, determina que o corpo seja apenas um reflexo do que temos em nosso interior, de forma que nossos mais profundos segredos seriam revelados a partir de nossa aparência.

Pense em um aluno e em um atleta que querem colocar toda a energia a serviço dos respectivos ideais. Pense num pai ou numa mãe, cujo rosto inclinado sobre a criança reflete, com profundidade, as alegrias da paternidade e da maternidade. Pense no músico e no ator que se identificam com os personagens que trazem à vida. Olhe para o sacerdote, seminarista, consagrado, radicalmente entregues à contemplação e à meditação, deixando transluzir Deus por intermédio de seu rosto.

Toda nossa dignidade consiste, pois, no pensamento: “trabalhemos, portanto, para pensar bem”. Lembre-se de que cada um de nós vale o que vale o nosso coração, como afirma o beato João Paulo II. Toda a história da humanidade se resume na necessidade de amar e ser amado.

O coração é a abertura de todo o ser à existência dos outros e à capacidade de conhecê-los para compreendê-los. E uma sensibilidade assim, verdadeira e profunda, torna-nos vulneráveis. Deve ser por isso que alguns são tentados a se livrar dessa sensibilidade endurecendo-se.

O amar é, essencialmente, dar-se aos outros. Longe de ser um amor instintivo, é uma decisão consciente de ir até os outros. Para amar verdadeiramente é preciso desprender-se de muitas coisas, sobretudo, de si mesmo, dar-se gratuitamente, amar até o final. Esse despojamento de si, trabalho a longo prazo, é desgastante e emocionante. É uma fonte de equilíbrio. É o segredo da felicidade.

A verdade incomoda.

                         

Estamos vivendo numa sociedade, na qual o relativismo está presente e imprimindo, nas pessoas, ideologias que as levam a opiniões e ações contrárias às que Jesus Cristo. Com o tema “Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?” (Mc 10, 17), a XXV Jornada Mundial da Juventude é celebrada com a perspectiva de uma vida nova aos jovens cristãos, chamados a responder para construir um mundo mais justo e fraterno, sendo capazes de dizer ‘sim’ ao Evangelho de Cristo sem hesitar. Você está disposto?

Quando Jesus saía para se pôr a caminho – narra o Evangelho de São Marcos –, aproximou-se d’Ele um homem correndo e, ajoelhando-se, perguntou-lhe: ‘Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?’. Jesus lhe disse: ‘Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão Deus. Sabes os mandamentos? Não matarás, não adulterarás, não roubarás, não levantarás falso testemunho, não defraudarás, honrarás seu pai e sua mãe’. O homem lhe respondeu: ‘Mestre, tenho guardado tudo isto desde a minha juventude’. Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele e respondeu: ‘Falta-te apenas uma coisa: vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me!’ Ao ouvir tais palavras, anuviou-se-lhe o semblante e retirou-se pesaroso, pois tinha grande fortuna” (Mc 10, 17-22).

Esse jovem rico negou a proposta de Jesus ao perceber que ficaria sem os seus bens, mesmo dizendo que vivia os mandamentos de Deus. O dinheiro, os prazeres, seu egoísmo foram mais fortes do que o chamado do Senhor. Percebe-se, na narrativa acima, que Jesus estava caminhando e deixou Seu caminho para atender aquele jovem. De fato, o Senhor não deixa de dar atenção a nós quando lhe pedimos algo. Ele realmente olha por cada um individualmente, sem desvios, e nos atende quando precisamos d’Ele.

“Não tenha medo, jovem. Lute para um mundo melhor. Seja de Cristo e anuncie sempre a verdade”

Hoje em dia, deixamos de ter esse encontro com Cristo e preferimos ir ao encontro daquilo que o mundo nos oferece, mas que não nos levam a lugar nenhum, como dinheiro, prostituição, prazeres, sexo, novelas, programas e “reality shows” que procuram idealizar conceitos que vão de encontro aos princípios de Deus. Sob pressão, a sociedade acaba formando falsos conceitos em vista do que ouvem e veem na mídia, o que de fato podem levar futuramente a conflitos em suas vidas.

Muita vezes, o público-alvo disso tudo é o jovem. Indecisos sobre qual posição tomar, de que lado ficar, eles possuem uma sede tremenda de buscar a verdade e nela se firmar. Quando o mundo lança falsas doutrinas e ideologias, falsos testemunhos e estilos de vida, a juventude passa a acreditar que isso é o que vale a pena e, por meio desse “novo conceito de vida”, acabam se perdendo num vasto mar de podridões.

Em vista disso, o Papa Bento XVI vem trazer em sua mensagem, na 25ª Jornada Mundial da Juventude, direções que nos remetem à fraternidade, à justiça e à paz. Ele convida os jovens a se comprometerem com a verdade, que é o próprio Cristo, e com Ele construir o futuro através de percursos sérios de formação pessoal e de estudo, para servir o bem comum de maneira competente e generosa.

Assim, é preciso que os jovens sejam reflexo da verdade para o mundo, sendo pessoas de caráter firme e comprometidas na fé em Jesus Cristo, seguindo Seus passos com amor, justiça e fraternidade. Sabemos que a verdade incomoda e, por conta disso, seremos chicoteados pelos outros, mas tenhamos certeza de que o próprio Cristo estará ao nosso lado para nos sustentar. Não tenha medo, jovem. Lute para um mundo melhor. Seja de Cristo e anuncie sempre a verdade.

Evangelho do dia, (Marcos 6,53-56)

                                          Imagem

Naquele tempo, 53tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. 54Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 55Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. 
56E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados.

A reconstrução dos muros da alma

                                     Imagem de Destaque

Jerusalém já foi ocupada, destruída e reconstruída inúmeras vezes e os textos bíblicos atestam tudo isso. A cidade santa sempre demonstrou que tinha mesmo algo de celeste. Seu poder de reconstrução, ao longo dos séculos, serve de exemplo para as grandes metrópoles que hoje sofrem com os desastres, naturais ou não.

 

 

Há uma semana a cidade do Rio de Janeiro viveu dias de terror com perdas irreparáveis: de vida, de sonhos e projetos… No coração dos cariocas fica a interrogação: de quem foi a culpa? Por que não foi possível prever os desmoronamentos?

 

 

Perguntas que talvez soem pela Cidade Maravilhosa eternamente e nunca sejam respondidas por completo. Mas a capacidade de reerguimento da Cidade Santa, que já teve suas muralhas e lugares santos destruídos, serve de sinal para a terra do Cristo Redentor e permanece em pé para as gerações de 30 séculos atrás, mas também para as de hoje.

 

 

Mais que falar de muros, prédios ou estruturas de concreto, a Cidade Santa fala de vida, de restauração de alma. A reconstrução que Deus fez na cidade, pela qual inclusive chorou, tão exaltada nas Sagradas Escrituras, é a mesma reconstrução que Ele quer fazer no nosso interior.

Reconstruir as estruturas físicas ou as perdas causadas por uma enchente não é algo fácil, requer tempo, recursos, suor e sacrifício. O vazio da ausência de alguém que se foi com as águas talvez nunca seja preenchido. Já a reconstrução do coração talvez não custe tanto, porque depende de algo plenamente ao dispor de nosso controle: a nossa vontade. Deus faz, reconstrói por completo, recupera aquilo que estava em ruínas, mas depende do nosso querer. O Senhor não agride o nosso livre-arbítrio.

Talvez o muro que precise ser refeito hoje seja um coração decepcionado com a vida, com os outros, consigo mesmo. E como é difícil reconhecer que exista alguma realidade que necessite ser reconstruída! É mais fácil e mais cômodo transparecer aos outros que está tudo nos conformes, que não existe nada que fugiu ao nosso controle.

Ao contrário das ruínas de concreto, nossas deformidades, muitas vezes, ficam escondidas. Só Deus e os mais próximos sabem onde precisamos de uma verdadeira cirurgia interior, em que precisamos crescer, o que precisamos deixar para estar em conformidade com Cristo. Se exposta ou não, a ferida ou a destruição interior que você vive hoje pode ser reparada por Aquele que tudo pode. 

E o legal é que depende de nós, não depende do governo, não depende de investimentos externos. Depende do escancarar a nossa verdade diante de Deus e pedir que Ele mesmo nos reconstrua, nos refaça. O Senhor é o melhor arquiteto, engenheiro ou pedreiro a quem poderíamos recorrer. A obra d’Ele é completa e supera as nossas expectativas. Faça o teste.

 

Thaysi Santos
Jornalista e missionária da Comunidade Canção Nova